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O que será o certo nesta sociedade tão injusta e desigual?

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Sebastião Salgado - Êxodos

O que será o certo nesta sociedade tão injusta e desigual?
Hoje presenciei algo de partir o coração.
Seu nome D.....
10 anos.
Morador do bairro CoLINAs do Sul.
Estudante do 5 ano no turno da manhã, não sei dizer a escola.
Um garotinho negro, entrou no ônibus (coletivo) com um sorriso no rosto desejando boa tarde a todos.
Seu objetivo?
Vender jujubas.
Mas aquela criança estava cansada, depois de oferecer a todos e não conseguir vender um só pacotinho, ele desabafou: "estou cansado, todos olham, mas ninguém compra".
Sentou na porta traseira e desabou em lágrimas.
Uma senhora deu uma quantia para ele, eu acabei dando outra e puxei uma prosa com ele rapidamente onde descobri as informações citadas.
...
Eu fico pensando...
Quantos D estão por aí neste mesmo ritmo frenético?
Apenas uma criança, 10 anos, negro...
"Sei" que o certo é não dar dinheiro, que o certo é também não comprar para não incentivar, mas o que será o certo nesta sociedade tão injusta e desigu…

Há 25 anos...

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Há 25 anos...
Era primavera, a melhor das estações...
Era outubro, talvez o melhor de todos os meses do ano, mês onde muita gente querida comemora a passagem das quatro estações...
O ano era 1992, ironia ou não todos os anos que terminam em 2 até aqui só posso dizer que foram ótimos...
Durante muito tempo papai foi "meu herói, meu bandido", hoje ele não é nem herói, nem bandido.
João Balaio era seu apelido, ele era gordo, ou fofo!
A "explicação científica" do meu amor passional pelo futebol e pelo Corinthians é fácil. O ano de 1990 é a marcar registrada disso. Do choro inconsolável em seu colo em um dia chuvoso no bairro Recanto do Sol na cidade de Anápolis o Brasil era eliminado pela Argentina de Maradona da Copa do Mundo na Itália, todavia naquele mesmo ano em uma cidade do interior de Goiás, outra no caso, ouvíamos pelo rádio o gol de Tupãzinho que dava ao Corinthians o seu primeiro troféu nacional, e não podia ser melhor, no Morumbi e sobre o São Paulo, hehehe…

A Fábula do burro...

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A Fábula do burro (Autor desconhecido)
Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. 
Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. 
Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. 
Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o burro de dentro do poço. 
Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o burro. 
Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.
O burro não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente. 
Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou.
O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. 
A cada pá de terra que caía sobre suas costas o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mes…

A magnífica Coruja de Madagáscar

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A magnífica Coruja de Madagáscar
Não sei se ele a abandonou, ou se foi ela quem o deixou, não, eu não sei.
Não sei como foi o início da história deles, como se conheceram,onde se conheceram, como foi o primeiro olhar, a primeira fala, o primeiro beijo...
A verdade é que sei muito pouco sobre isso, e muito pouco sobre eles.
Minhas memórias afetivas são raras (há um certo exagero nisso), especialmente aquelas da infância (mas não nisso!).
O que "sei" desta história é o que vi e ouvi em um filme: "Antes eu assistia apenas o começo e o fim. O começo para saber um pouco da história, e o fim, ah, o fim, porque sempre é feliz!".
Ela era jovem e bonita, ambos eram jovens. 
Ela chamava a atenção, despertava o interesse de muitos homens por causa de sua silhueta escultural.
Ele era o boa praça, amigo de todos, mas um homem de poucos amigos, embora não soubesse disso, sua ingenuidade não o permitia enxergar além das circunstâncias.
Ambos temperamentais, cada um a sua espécie e com sua…

INTERTEXTO ~ Bertolt Brecht

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INTERTEXTO ~ Bertolt Brecht
Primeiro levaram os negros Mas não me importei com isso Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários Mas não me importei com isso Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis Mas não me importei com isso Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados Mas como tenho meu emprego Também não me importei
Agora estão me levando Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém Ninguém se importa comigo.

Brasil ~ Cazuza

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Brasil ~ Cazuza
Não me convidaram Pra esta festa pobre Que os homens armaram Pra me convencer A pagar sem ver Toda essa droga Que já vem malhada Antes de eu nascer
Não me ofereceram Nem um cigarro Fiquei na porta Estacionando os carros Não me elegeram Chefe de nada O meu cartão de crédito É uma navalha
Brasil! Mostra tua cara Quero ver quem paga Pra gente ficar assim Brasil! Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim
Não me convidaram Pra essa festa pobre Que os homens armaram Pra me convencer A pagar sem ver Toda essa droga Que já vem malhada Antes de eu nascer
Não me sortearam A garota do Fantástico Não me subornaram Será que é o meu fim? Ver TV a cores Na taba de um índio Programada Prá só dizer "sim, sim"
Brasil! Mostra a tua cara Quero ver quem paga Pra gente ficar assim Brasil! Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim
Grande pátria Desimportante Em nenhum instante Eu vou te trair Não, não vou te trair
Brasil! Mostra a tua cara Quero ver quem paga Pra gente ficar assim Brasil! Qual é o teu negócio? …

Na metáfora dessa vida, jogo de futebol eterno, Chape somos nós.

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Na metáfora dessa vida, jogo de futebol eterno, Chape somos nós.
Costumo dizer que futebol é metáfora da vida e talvez por isso esse lance com a Chapecoense me deixa tão triste. 
Porque, por mais que torçamos pra São Paulo, Flamengo, Corinthians, Vasco, Palmeiras, Santos e outros grandes times, na vida a gente é mesmo uma Chapecoense. 
A gente sonha, luta, batalha, joga fechadinho na defesa, aguenta pressão no trabalho, salva bola em cima da linha no último minuto e quer ser campeão de algo, vibrar com a felicidade, alçar vôos altos. 
A gente é Chapecoense na vida porque, por mais que algumas vezes queira e em outras se sinta impotente, está lá, sempre na peleja. 
Nem sempre com torcida a favor, às vezes com o estádio da vida lotado, tentando virar o jogo fora de casa, mas estamos lá, buscando nossa realização, nosso conto de fadas. 
A gente adotou a Chapecoense porque ela é gente da gente. 
Com essa queda, a gente vê como se importa com bobagem, como perde energia com coisas pequenas, inclu…