O Enigma da Graça



O Enigma da Graça
APRESENTAÇÃO

Enquanto meus olhos percorriam as linhas deste texto minha mente se ocupava mais das entrelinhas. Várias vezes me percebi reagindo com pensamentos do tipo: “ele está dizendo isso só por causa do que aconteceu com ele”; “ele está mandando recados para os caras que ferraram com ele”; ele está justificando o pecado dele”; “ele está se escondendo atrás de Jó, mas um não tem nada a ver com o outro”; “ele está sendo injusto com muitos amigos que nada tem a ver com estes amigos de Jó”; “ele está fazendo uma mea-culpa, mas em nenhum momento admite seu pecado ou pede perdão”; “esse cara não está arrependido coisa nenhuma”; “ele quer seguir em frente como se nada tivesse acontecido”; “até parece que os grandes vilões da história dele são os pseudoamigos”.

E, pior do que isso, em várias ocasiões, me perguntei: “será que isso é um recado para mim?”

Demorou para que eu conseguisse entender que este não é um texto a respeito de Caio Fábio, mas sim a respeito da Teologia Moral de Causa e Efeito e suas implicações para todos aqueles que foram chamados a viver celebrando a Graça de Deus revelada na Cruz de Cristo.
Quando entendi, comecei a ler o texto tentando dissociá-lo da experiência do Caio Fábio. Mas logo percebí que esta era outra tolice. Impossível dissociar a fala de um homem de sua história
de vida. Não apenas imposível, como também, indesejável.

Um texto tem que ter carne e sangue, senão, é puro diletantismo e não vale a pena ler!

O que tenho nas mãos e me alegro em recomendar para você, é um texto a respeito da angústia de quem deseja viver sob a Graça, mas está sempre sendo julgado - seja pelos homens, pelo diabo ou pela própria consciência - pela Teologia Moral de Causa e Efeito. Mas também, um texto escrito por um homem em seu caminho com Deus. Um texto escrito por alguém, cujos pés estão sujos da poeira da peregrinação espiritual honesta e intensa. Um texto com perguntas e respostas, inquietações e apaziguamentos, não poucas vezes sombrio, mas também claro e lúcido.

Um texto que revela corações: de Jó, do Caio, e de tantos quantos se atreverem a ler.

Recomendo não o Rev. Caio Fábio, pois este prescinde de qualquer recomendação, recomendo sim, o homem Caio, um irmão, um amigo; alguém em cuja história compreendo um pouco mais do caminho de um homem com Deus, e em cuja amizade colho frutos explicados somente pela Graça.

Ed Rene Kivitz
Junho de 2002

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