O VALOR DAS LEITURAS

O VALOR DAS LEITURAS

Não li nada até que cheguei aos dezoito anos!

Com a conversão veio o desejo de comer a vida e a História!

Queria ser amigo de Abraão, de Davi, de Daniel, de Oséias, de Isaías, Jeremias, João, Paulo e, sobretudo, queria sentir, se possível, até os odores dos dias, noites e caminhadas de meu Senhor!

Foi na Bíblia que comecei a ler!

É à partir da Bíblia que leio tudo-o-mais!

No entanto, leio-tudo-o-mais como um mais que só me permite ver mais na própria Bíblia e só fica como mais aquilo que não é um mais para a Bíblia, mas para mim!

Quem crê na Palavra crê que não há nenhum mais a ser acrescentado à Escritura, mas sempre há mais a ser incluído na leitura da Escritura como Palavra!

Por isto mergulhei em angustias de dignidade com Sócrates, em devaneios filosóficos com Platão, cansei-me de Aristóteles, apaixonei-me por Agostinho, fiquei exausto com Tomas de Aquino, fiz-me primo de Calvino e parente de Lutero; tornei-me, todavia, irmão de leite de Kierkgaard, comparsa de Jacques Ellul, bati longos papos com C.S. Lewis, discuti muito com Francis Scheaffer, abracei o cavalo de Turim na loucura de Nietisch, verti sangue latino americano com Eduardo Galeano e fiz-me colega de mentes de gente que era mais que um simples fulano!

Tudo pela leitura!

Ah! Sim!

Quantos mundos a conhecer!

Caio Fábio de Araújo Filho

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