Relação da Concepção de Platão sobre o conhecimento sensível e a postura do filósofo e do sofista

Relação da Concepção de Platão sobre o conhecimento sensível e a postura do filósofo e do sofista

O mito da caverna nos dá uma compreensão a respeito da disparidade e das diferenças entre o mundo do conhecimento sensível e o mundo do conhecimento inteligível.

Enquanto todos os que estão acorrentados dentro da caverna a mercê das coisas existentes, há alguém que consegue se soltar e ir além da obscuridade.

Platão faz uso do mito da caverna para mostrar que podemos sair do campo do senso comum e chegarmos ao universo da razão. Há, contudo diversos grupos e/ou “classes” com aptidões e capacidades que diferem uns dos outros.

Dentro deste baluarte de situações esta o processo de assimilação do conhecimento que segundo Platão só poderá ser apreendido de maneira paulatina, e ainda assim não apenas por uma “disciplina”, mas que há alguns indivíduos com uma capacidade maior para irem do conhecimento sensível ao conhecimento inteligível, a tal ponto que ele levanta a questão que embora nem todos (na verdade poucos – ponte para a temática dos reis filósofos) “transcendam” do mundo sensível ao inteligível.

Todavia aqueles que chegarem jamais desejarão retornar ao mundo “real”, pois se encontram no mundo das idéias.

Certamente o mito da caverna serve como ponte e base a estrutura constituída por Platão concernente aos reis filósofos como os governantes ideais e sobre os seus opositores os sofistas.

Enquanto os filósofos faziam uso das idéias, do pensamento, da razão, do conhecimento inteligível visando um fim proveitoso a todos, os sofistas faziam uso da “verdade” (os sofismas não são verdades) para ludibriar os outros, inclusive os filósofos. Os sofistas faziam uso da retórica para o engano, visando o seu bem estar próprio.

João Vicente Ferreira Neto

Leia o Mito da Caverna:

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