El Clássico...



El Clássico...

Esta semana teríamos várias partidas decisivas em diversos campeonatos pelo mundo afora. Todavia nenhuma chamaria tanta atenção como a finalíssima da Copa do Rey entre Barcelona x Real Madrid.

O jogo mais esperado da semana, e atualmente o maior clássico do futebol mundial reunia um selecionado de craques como Messi, Xavi, Iniesta, Daniel Alves, Cristiano Ronaldo, Ozil, Di Maria, Marcelo, Kaká, entre outros. O Barcelona (detentor de 25 títulos sendo 3 deles sobre o Real Madrid)* e o Real Madrid (detentor de 18 títulos e com a conquista deste ano igualando ao Barça em termos de títulos sobre o adversário, ou seja, três).

Disputada em Valência a final prometia bastante e de fato cumpriu com a expectativa gerada por toda mída. De um lado um Barcelona mágico, porém apagado na 1º etapa, ofuscado pela grande atuação do jovem meia alemão Ozil e pela excelente marcação imposta pelo treinador português José Mourinho. No 2º tempo e durante toda a prorrogação voltamos a ver o Barcelona que encantou e encanta o mundo futebolístico. Muitas tabelas, grandes jogadas de Messi, Iniesta, Xavi, do brasuca Daniel Alves, e com forte marcação do mesmo improvisado na zaga argentino Mascherano. Com exceção a Villa um pouco apagado, o Barça criava muito, era extremamente perigoso e envolvente, mas parou diante do melhor jogador em campo, o goleiro madrileno Iker Casillas que só não pegou o gol de Pedro em grande jogada de Leonel Messi, mas como todo goleiro leva consigo um pouco de sorte, Pedro estava impedido e corretamente o bandeira marcou e o juiz anulou o gol.

O jogo se limitou a ataque e defesa, algo bem parecido com o que aconteceu no ano passado pelas semifinais das Champions League entre Internazionale de Milão e o próprio Barcelona. O fato é que José Mourinho parece ser um único treinador do mundo a conseguir “parar” a equipe Catalã, ou ao menos, conter o ímpeto de gols do Barcelona e ainda obter vitórias significativas sobre o mesmo. Apesar dos humilhantes 5 x 0, e depois o tropeço em pleno Santiago Bernabéu que terminou em 1 x 1 pelo Campeonato Espanhol, o time do Real que foi a campo hoje parecia bem diferente daquele dos últimos confrontos. Um Real Madrid relativamente ofensivo (característica comum do Barcelona) no 1º tempo, e depois muito forte na marcação durante o 2º tempo e toda a prorrogação. Com algumas alternativas, das tais a possibilidade de mandar a campo o brasileiro Kaká, José Mourinho optou por sacar Ozil (melhor do Real em campo) aparentemente cansado após grande atuação, e colocou em campo o Togolês Adebayor que entrou apenas para levar um cartão amarelo e dar um chute já no fim da prorrogação não trazendo além disso qualquer contribuição ao Real ou prejuízo ao Barcelona. Após muita pressão e muitas chances criadas, mas todas barradas seja pela defesa ou pelo próprio goleiro do Real Madrid, o Barcelona sucumbiu na 1º etapa da prorrogação em forte contraaque do Real o argentino Di Maria fez excelente jogada com o brasileiro Marcelo, o argentino cruzou na área e Cristiano Ronaldo (apagado em parte considerável do jogo) acertou uma bela e precisa cabeçada para o fundo das redes dando o título ao clube madrileno.

Até o fim como era de se esperar muito sufoco do Barça, mas nada da bola entrar. No fim o estrategista José Mourinho mais uma vez prevaleceu sobre o magnífico futebol catalão. Aqui entra meu ponto de vista. É reconhecível o esforço mútuo dos atletas do Real, o poder de decisão de Cristiano Ronaldo mesmo não fazendo grande atuação (embora ele quase nunca faça em grandes jogos), e a “genialidade” do Mourinho em armar seus times, todavia o futebol que é belo por isso, pelo fato de nem sempre o melhor time vencer, vai perdendo um pouco do seu brilho. Imagine a Holanda que é uma excelente seleção ganhando a Copa do Mundo no ano passado sobre a Espanha, seria “justo”, mas seria horrível, pois a força prevaleceria sobre a categoria.

Pois bem, Mourinho mais uma vez “parou” o Barça, conseguindo levantar um importante título sobre o maior adversário, todavia teremos mais dois confrontos pela Champions League, um jogo em Madrid e outro no Camp Nou, a questão é: o Real Madrid jogará as duas próximas partidas da mesma forma que jogou estas duas últimas (uma pelo espanhol e outra o jogo da final realizado hoje a tarde)? – Se assim o for não consigo acreditar que mesmo com toda estratégia Mourinho consiga segurar o ímpeto e o talento de Messi e Cia. Fico na torcida pelo bom futebol, espero que o Real Madrid possa ir para cima do Barça, e jogar um grande futebol, elenco eles tem, resta saber se acreditam que possam jogar de igual com o Poderoso Barcelona.

João Vicente Ferreira Neto

* Disputada desde 1902, a Copa do rey era chamada de Copa da Espanha de 1902 até o ano de 1936; Voltando a ser disputada apenas em 1938 passou a se chamar Copa do generalíssimo, e só então a partir de 1977 até então passou a se chamar Copa do Rey (Rei).

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