La Gran Decisión

Amanhã em La Bomborena teremos a primeira partida válida pela grande decisão da Taça Libertadores da América edição 2012. 

De um lado temos o temido Boca Jrs que chega a sua décima final na competição, do outro temos o Corinthians, o time do povo que na sua décima participação chega a tão sonhada final.

O Boca jogou seis vezes em La Bombonera, perdeu na primeira partida em casa para outro time brasileiro, o Fluminense de virada, e depois venceu todas em seus domínios. Mas só para recordar deu o troco e duas vezes, a primeira vez ainda na fase de grupo venceu o time de Abel Braga por 2 x 0 no Engenhão e nas quartas com um gol no apagar das luzes despachou o tricolor das Laranjeiras.

O Corinthians por sua vez é o único invicto na Libertadores até aqui e fora de casa conseguiu um empate nos acréscimos jogando longe de seus domínios, o timão empatou 4 vezes e venceu duas, detalhe dos quatro empates, três terminaram em 0 x 0.

Jogando em casa ambas as equipes venceram três jogos com dois ou mais gols de diferença em relação ao adversário. O Boca Jrs sofreu ao todo 7 gols até aqui, sendo três destes em casa. O Corinthians por sua vez  sofreu três gols em toda a libertadores, sendo dois destes fora de casa, o Timão ainda marcou 5 gols fora de casa do total de 19 marcados na competição.

O Boca Jrs que perdeu apenas um jogo justamente em casa vem para sua décima decisão com um grupo de jogadores experientes, e isto pode fazer uma grande diferença tanto a favor como contra, o cérebro do time é o meia Roman Riquelme de 34 anos, na zaga o Boca ainda conta com Rolando Schiavi de 39 anos, o fato é que o Boca não é mais aquele tão temido Boca, mas o Boca ainda é o Boca e disso o Corinthians não pode se esquecer.

O Timão por sua vez conta com um sistema muito bem armado por seu treinador, um padrão de jogo parecido com o modelo de alguns clubes europeus, muita disciplina e entrega por parte dos jogadores, são duas linhas de quatro, e dois homens na frente que não necessariamente são os atacantes, como assistimos nas quartas contra o Vasco, um jogo com a cara do Corinthians, e também nas semifinal, contra o Santos, porque ser Corinthians é sofrer, e sofrer até o fim, mas com muito amor, vimos muitas vezes Danilo e Alex dando cobertura aos laterais, e o Sheik e Jorge Henrique ajudando até os zagueiros, por outro lado víamos tanto Paulinho como Ralf se aventurando no ataque, no jogo contra o Santos por exemplo Ralf abusou ao pedalar diante da frágil marcação do médio volante Henrique improvisado por Muricy na ala direita.

O Corinthians terá a primeira oportunidade de disputar uma final e neste caso de sentir uma pressão bem diferente daquelas que já sentiu até aqui. Em uma crescente belíssima o time de Tite pode fazer história. Após eliminar dois campeões de Libertadores o time do povo pode desbancar um dos maiores campeões do torneio. É importante lembrar que o gol fora de casa já não tem o mesmo peso que nas fases anteriores, mas todavia dependendo do placar sendo um empate ou vitória, fazer o gol será importantíssimo. Se sofrer o gol primeiro o time de Parque São Jorge precisará de muito equilíbrio para não pôr a perder tudo o que construiu até esta final, se sair na frente "tem" a faca e o queijo na mão para colocar o Boca Jrs na roda e sair de La Bombonera com um grande resultado.

Amanhã são trinta milhões de Corinthianos contra La Bombonera, parte considerável da Argentina, e outra grande maioria do Brasil. Mas no Corinthians é assim, contra tudo e contra todos, pelo Corinthians até o fim. E justamente no excesso de experiência do Boca Jrs que pode morar o grande trunfo do Corinthians, Ralf é bem mais jovem que Roman Riquelme, até que ponto o talentoso meio campo do Boca conseguirá perfilar seus passos, e distribuir com majestosos passes a bola no primeiro jogo da decisão? E mais quem vai cobrir a zaga do Boca? Schiavi e companhia estarão preparados para suportar o forte e ágil contra ataque corinthiano? Faltam poucas horas para La Grand Decisión, quem sairá com um resultado favorável, o temido Boca Jrs, papão de clubes brasileiros ou time do povo contra os históricos fará história? O fato é que esta é uma final para ninguém colocar defeitos, e para a alma do corinthiano nem mesmo contra o seu maior arquirrival seria tão bom uma decisão, afinal se o Boca Jrs é a cara da Argetina, não é atoá que em seu hino o Corinthians leva a expressão: "És do Brasil, o clube mais brasileiro"! 

João Vicente Ferreira Neto
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