"Há caminhos bons, mas..."


Não preciso experimentar de tudo um pouco na vida para saber o que é bom e faz bem, ou o inverso, ou ainda o que aparenta fazer bem, mas faz um estrago danoso a alma e ao ser. 

Considero as experiências dos outros, elas me são por demais válidas, tanto as boas como as não boas. 

Tento aprender também com meus equívocos, erros e tropeços. 

Busco viver não moldado pelas referências que estão postas, como quem segue de modo equivocado, ainda que com sinceridade, o curso proposto, mas estou e vou sendo transformado pela renovação da mente que pela graça, de graça, me agraciou para viver não refém das determinações e convicções alheias, mas sob a unidade essencial, sob a liberdade no não essencial, e em todas as coisas o amor. 

E isso se dá todos os dias ao acordar. 

Tais coisas se processam não do lado de fora, mas do lado de dentro, não careço viver afogado pelas mágoas ou acusações do passado, nem mesmo preciso me sacrificar para expurgar as tolices que outrora cometi, pois o reconhecimento consciente, a confessionalidade a si próprio e ao Eterno, e mudança das coisas que se processam do lado de dentro já são por si só as minhas testemunhas internas e externas da possibilidade de recomeçar, sem viver preso as angústias do passado que agora são apenas adubo, alicerce, degrau que me faz dar um passo adiante, também não vivo e nem preciso me escravizar pela angústia do que ainda não veio, e assim passado e futuro são controlados pelo presente que hoje e vivo, e não o inverso, pois todas estão sujeitas a mim, e não eu a elas, e se assim não esta, é por este caminho que devo seguir, afinal como bem falou o sábio Salomão: "Há caminhos que ao homem, a mulher, ao ser humano, parece bom e do bem, mas o fim deles são o caminho da morte".

João Vicente Ferreira Neto 

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