A verdadeira preocupação da Geração Coca Cola...



E a geração coca cola se preocupa muito mais com a incerteza do futuro aos problemas do tempo presente: "foi lindo, vai ficar registrado na história, e os meus filhos, e netos saberão que eu participei da mudança que aconteceu no Brasil". 

Deploráveis as palavras do Jabor não foram? Mas os que participavam das manifestações ontem em João Pessoa votaram em quem mesmo para presidente nas últimas eleições?

Usei branco não por me incluir nos despolitizados, mas por admirar uma forma de governo "os sem governo / não governo", não por acaso gosto de Zygmunt Bauman, Jacques Ellul, Oscar Wilde e Rubem Alves.

A idéia de colegiado e representação me contagia também. Sou um pouco avesso a direita e a esquerda, extremos são quase sempre drásticos, costumam usar o estômago para pensar e o cérebro para comer. E há sempre a necessidade de caciques, conhecidos por outros nomes. Um moeda tem duas faces, não é?

A juventude (15 aos 35 anos) que vive relativamente bem econômica e socialmente é "revolucionária" ou "conservadora"? Tenho um profundo temor que uma minoria muito minúscula apenas, é que saiba do que se trata isto.

Só aos 26 anos li A Política de Aristoteles (na disciplina de política com um doutor petista apaixonado por Marx e admirador de Webber, estranho), me deparei com suas (Aristoteles) palavras que diziam: "...quanto a alternância do poder é salutar ao sistema democrático..."; No período seguinte com um professor anarquista tive o privilégio de ler O Príncipe de Maquiavél. "Quando fizeres o bem, faça aos poucos (como quem dá esmola), mas quando fizeres o mal, o faça todo de uma vez, isto o dará consistência no poder", desde o primeiro presidente eleito em 1989 (Collor) até os dias hodiernos, tal "ensinamento" me parece ser habilidosamente executado.

Enxergo apenas a "roda da fortuna" cíclica ao invés de linear! E isto é triste, deprimente, pavoroso e doloroso...

Se tiveram as marchas das vadias, de Jesus e contra a homofobia, fico com o receio que a manifestação de ontem tenha sido a marcha dos "burgueses, ou desinformados, ou alienados, ou infiltrados", é com tristeza e pesar, mas confesso que realmente as coisas estão esquisitas, não atoa fui quase que antevendo, por isso de ir sem cartazes, em silêncio, meio perplexo com o que estava acontecendo, quase que de luto, não sei ainda se por mim, pela geração a qual estou inserido ou pelo país!

A diversidade e multiplicidade devem continuar, mas faz algum tempo que tenho a sensação de algo podre dentro do saco, contaminando ou tentando contaminar, os demais frutos. O pior?! Não esta sendo tão simples identificar!

João Vicente Ferreira Neto
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