Nós não somos o futuro da nação, nós somos o presente dela e nela!




O que tem acontecido em São Paulo não é apenas um protesto isolado em relação ao aumento das passagens de ônibus, é um vulcão adormecido de insatisfações pelo péssimo uso da máquina pública em todo o país! 

É um absurdo que 40% de um salário seja de gratificação, e ao ser cortada, reste apenas, míseros R$ 857,00. 

É um absurdo as péssimas condições oferecidas para que os alunos possam estudar e os professores lecionarem. 

Enquanto isso um bando de calhorda, bandidos de colarinho branco sugando mais de R$ 10.000,00 de uma população paupérrima e carente. 

Precisamos parar com este discurso politicamente correto: "sou a favor de protesto, mas não como fazem estes marginais", tais "marginais" conseguiram incomodar os bundas gordas que pseudo administram aquela cidade, aquele estado. 

Precisamos parar com esta concepção atrasada, ultrapassada e medíocre de que "quando se tem protesto na França, Itália, Espanha, Turquia, Inglaterra é chique, é movimento de consciência", mas quando é em terra tupiniquim é baderna, marginalidade ou outra coisa qualquer. 

É claro que ali no meio há os oportunistas, gente que nem sabe a razão de ser, quanto mais o por quê de estarem ali. 

Mas oportunismo há por parte da mídia que ao mesmo tempo denúncia a incapacidade dos gestores e governantes (certamente visando favorecer algum grupo), passam a imagem de estudantes desordeiros e vagabundos, que protestam sem uma razão aparente, e a imagem da polícia, ora aparato de controle da "paz" social, ora a força bruta desproporcional, e grande maioria das pessoas como não se colocam a pensar vão sendo remexidos e triturados neste grande liquidificador que tem como objetivo preparar um suco ralo e sem gosto, o velho ponche, ao invés de servir uma boa vitamina cheia de nutrientes. 

Não responsabilizo a Globo pelos problemas do Brasil, embora acredite que ela tenha sua parcela, juntamente com as outras emissoras e com a nossa omissão enquanto povo. 

Não acredito que Cuba seja o exemplo único e último de nação a ser seguida, mas admito e reconheço que temos algumas coisas a aprender com eles. 

Não entendo os movimentos e protestos que ocorrem na Europa como chique, mas como um povo consciente não se submete as situações de opressão e humilhação social em detrimento do conforto de uma minoria. 

Não acredito que os EUA sejam Satanás em forma de nação, mas poderiam concentrar menos riquezas distribuindo ao redor do mundo, e em alguns casos quando lhe convém é um país que invade outros países sob o pretexto de defender a "democracia". 

Em outubro provavelmente teremos outra greve dos bancos, em algum momento dos servidores e professores das universidades federais, os próprios policiais e bombeiros, e por aí vai. 

O que tem acontecido em São Paulo é apenas o começo de uma rebordosa ainda maior que se espalhará por todo o Brasil, afinal de contas o precioso e suado dinheiro do povo trabalhador não se reverte em educação de qualidade, segurança real, o que vemos é estado de opressão e repressão; ao invés de saúde saudável padecemos sob uma saúde em coma ou em estado vegetativo, o qual se encontra nosso Brasil; um turismo que deixa de apresentar nossas belezas naturais e a nossa história, e passa a incentivar a prostituição, o tráfico de drogas, o abuso sexual e a exploração do menor, afinal é o que tem gerado estas séries de bolsas e campanhas lançadas tanto pelo governo atual, quanto por aqueles que já mamaram e muito as custas do povo. 

Se tem algo que precisamos ter, é sede de justiça. 

Quebrar todas as quitandas se possível, mas não ceder ao bel prazer dos sanguessugas. 

Quem tira/corta o salário dos professores como desculpa para equilíbrio de contas, na verdade rouba daqueles pequeninos que dos tais é o reino dos céus. 

A polícia deve se unir ao povo, e aí sem violência colocar atrás das grades os verdadeiros infratores, corruptos, bandidos, calhordas, cafajestes, escrotos, marginais, que pseudo nos representam. 

Políticos honestos ou como referência neste país talvez dois ou três, dos tais Chico Alencar é um nome ímpar neste podridão, lamaçal e engodo que se encontra chafurdado nosso Brasil! 

Sou favorável a um projeto de Lei, o qual todo político receba um salário mínimo, trabalhe dois expedientes, não receba gratificações; que os vales transportes e a alimentação sejam descontados, que eles sejam atendidos em hospitais públicos, que os seus filhos estudem em escolas públicas, e que os mesmos se desloquem até os seus locais de trabalho por meio dos transportes públicos! 

Insisto que sonhos são melhores sonhados quando vividos, quando sonhados de olhos abertos e com os pés nos chãos. 

Nós não somos o futuro da nação, nós somos o presente dela e nela!

João Vicente Ferreira Neto
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